Como fazer inventário de TI (sem planilha e sem dor)
Inventariar o parque de TI já foi um projeto de semanas: uma equipe passando de mesa em mesa, número de série anotado em planilha, retrabalho constante. Hoje, com agentes automatizados, o mesmo trabalho leva minutos, e o inventário se mantém sozinho.
Passo 1, Escolha o vetor de coleta
Um agente instalado localmente é o método mais preciso: ele lê o hardware e o software direto do sistema operacional. Como alternativa, ferramentas de descoberta por rede varrem endereços IP, mas dependem de acesso privilegiado e costumam perder equipamentos fora da rede corporativa (home office, por exemplo).
Passo 2, Distribua o agente
Em ambientes Windows, o caminho mais comum é publicar o instalador (.msi) via GPO ou via ferramenta de MDM/RMM. Em macOS, um pacote .pkg. Em Linux, um script de instalação. O importante é que o instalador receba a chave de integração da sua empresa, para que os dados subam para o ambiente correto.
Passo 3, Valide os primeiros equipamentos
Antes de partir para o parque inteiro, valide o rollout em um grupo pequeno (10–20 máquinas). Confira se o hardware está sendo lido corretamente, se o software instalado aparece no dashboard e se a telemetria está sincronizando. Isso evita descobrir problemas com centenas de equipamentos já em campo.
Passo 4, Enriqueça com dados de negócio
O agente traz os dados técnicos, mas você precisa complementar com dados de negócio: responsável, departamento, localização cadastral, categoria (notebook comercial, workstation de engenharia etc.). Esses campos são o que transforma o inventário técnico em uma ferramenta de gestão.
Passo 5, Estabeleça a rotina de governança
Inventário não é projeto, é rotina. Defina quem revisa os equipamentos 'sem responsável', quem trata os agentes offline há mais de X dias e quem valida as movimentações. Sem esse ritmo, o inventário volta a envelhecer.
Um bom inventário não é um relatório trimestral, é o estado atual do seu parque, sempre. Com o agente certo e uma rotina simples de revisão, ele deixa de ser uma dor e passa a ser a base de todas as suas decisões de TI.
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