SAM: gerenciar licenças e evitar surpresas em auditoria
Software Asset Management (SAM) é a disciplina que cuida da relação entre o que a empresa comprou em licenças e o que ela realmente usa. É a área do ITAM que mais gera economia direta, e a que mais expõe a empresa a risco quando é negligenciada.
Os três cenários que o SAM precisa evitar
Excesso de licenças pagas e não utilizadas (dinheiro parado). Subestimativa (mais instalações do que licenças pagas, risco de multa em auditoria). Licenças pagas por engano em produtos freeware (Visual Studio Code, por exemplo, não precisa de licença comercial).
Como estruturar o controle
Comece cadastrando cada produto de software licenciado com: fabricante, tipo (subscription, perpetual, freeware), quantidade contratada, data de vencimento e responsável interno. Em paralelo, o agente coleta as instalações reais. O cruzamento entre 'comprado' e 'instalado' é o coração do SAM.
Exclua freeware do cálculo de conformidade
Um bom sistema de SAM permite marcar produtos como freeware, para que apareçam no inventário mas não distorçam o indicador de conformidade. Sem isso, você vê alertas de 'excesso' em produtos que sequer precisam de licença.
Ative os alertas antes que o problema chegue
Alertas úteis: 60 dias antes do vencimento de uma subscription (dá tempo de renegociar), quando o número de instalações passa 90% da quantidade comprada, quando um contrato entra na janela de renovação automática. O objetivo é agir preventivamente, não reagir.
Empresas que fazem SAM bem economizam entre 10% e 30% do gasto anual com software só cortando licenças ociosas. E dormem tranquilas na próxima auditoria do fabricante.
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