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Compliance10 jul 20265 min de leitura

LGPD e ativos de TI: por onde começar a se preparar

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) trata sobre o tratamento de dados pessoais, mas seus efeitos práticos batem direto na área de TI, porque é a TI que opera os sistemas onde esses dados vivem. E o primeiro pilar de qualquer política de LGPD é saber onde os dados estão. Ou seja: inventário.

O ativo é a fronteira do dado

Um notebook de colaborador contém emails, planilhas, arquivos de clientes. Se esse equipamento é roubado ou comprometido, o incidente precisa ser tratado sob a ótica da LGPD. Para responder rápido, você precisa saber: quem estava usando o equipamento, o que estava instalado nele, se o antivírus estava ativo, se o disco estava criptografado.

O que o ITAM entrega para a LGPD

Inventário atualizado dos equipamentos e responsáveis; visibilidade de software instalado (permite responder 'que aplicações tratavam dados pessoais?'); status de saúde de segurança (antivírus, firewall, conectividade); audit log de todas as movimentações e alterações; hospedagem dos dados de ITAM em infraestrutura segura com isolamento por empresa.

O que o ITAM não faz sozinho

ITAM não é DLP, não é criptografia de disco, não é gestão de identidades. Ele é a camada de visibilidade. As demais camadas de proteção (endpoint security, EDR, IAM) rodam em cima dela, e usam o inventário do ITAM como fonte da verdade sobre 'quem existe no parque'.

LGPD sem inventário atualizado é declaração de conformidade sem base real. O ITAM é o alicerce silencioso da resposta a incidentes.

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